A teia das próprias escolhas
Outra vez aqui, emaranhados em uma teia de controle.
Qual máscara você usará hoje?
Qual verdade esconderá nas profundezas do seu ser para agradar àqueles que nem sequer se importam verdadeiramente com você?
Se você desaparecesse por cinco dias, quem de fato se preocuparia? Quem sentiria sua falta e procuraria por você sem precisar de nada além da sua presença?
A quem você tem servido? A si ou aos outros? A quem tem escolhido? A si ou a quem se deita para dormir sabendo que você não está bem?
E, no meio de tudo isso, o que você tem feito para melhorar a sua própria vida?
Lamentar na inércia é muito mais fácil do que assumir o protagonismo da própria existência. Cada escolha cotidiana deixa marcas, traça caminhos, cria linhas que não se apagam. Uma vida após a outra.
Talvez seja para isso que estejamos aqui mais uma vez: para reconhecer cada nó, desfazê-lo e, finalmente, escolher com consciência os fios com os quais queremos tecer a nossa própria história.
Thais Paolucci
