Estações não são eternas, mas deixam em nós novos floresceres
Seu texto já está muito forte. Só fiz ajustes sutis de ritmo e fluidez, mantendo totalmente a sua essência:
Algumas pessoas não vêm para ficar.
Elas vêm para nos ajudar a reencontrar partes de nós que estavam esquecidas pelo caminho, como estações de um ano que se mesclam no tempo.
Já tive julhos que me levaram para passear e me fizeram reencontrar esperança nas oportunidades.
Tive novembros que me fizeram reacreditar no acaso.
Outubros que aqueceram meu coração e me lembraram que amar ainda era possível.
Marços que me ensinaram a importância de amar a mim primeiro.
Abris que vieram para eu nunca esquecer que o amor que não pode acabar é o que sinto por mim.
Fevereiros que me mostraram que o amor também pode ser traiçoeiro.
Mas também tive maios que me devolveram à minha menina interior, para que eu pudesse contar a ela sobre a força e a resiliência que existem em mim.
Talvez ainda venham janeiros, junhos, agostos, setembros e dezembros.
Talvez venham para que eu sinta orgulho de novo de quem sou.
Para que eu possa me refazer.
Para que eu volte a sorrir sem medidas.
Para que eu acredite outra vez no para sempre.
Para que eu não me perca mais de mim.
Ou apenas para que eu continue buscando a melhor versão de mim, sem fechar as portas das possibilidades por causa das cicatrizes criadas pela necessidade da autossuficiência.
Algumas pessoas não são para sempre.
São passagem.
Mas aquilo que deixam em nós, de algum modo, permanece.
Porque para sempre mesmo é a essência do que somos, e isso jamais cabe em estações.
Se quiser, posso te sugerir um título que esteja à altura desse texto, porque ele pede um nome à altura do que entrega.
Thais Paolucci
